Há 13 anos
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Venda do Meio
Está perdida entre a Venda de Cima, a Venda do Meio e a Venda de Baixo. É branca e baixa. Não tem água quente, à excepção da que se deixa ao sol. Por fora é firme, mas por dentro dá a sensação de que por lá passou um vendaval. Tem histórias de muitas gerações e eu tenho muita vontade de a conhecer.
domingo, 2 de agosto de 2009
Paredes
Não conhecia nada. Ia de espírito limpo, sem razão para gostar nem razão para desgostar. O mais a norte em que já estive foi em Fafe, e festival de Verão sempre teve um nome: Sudoeste. Achamos sempre que a nossa casa é a mais bonita até vermos a do vizinho e… Paredes de Coura é a casa do vizinho.
Passo a explicar porque é que Paredes de Coura, enquanto festival, mete o Sudoeste a um canto:
1. Falta de pitas. Há lá uma ou outra que foi para representar a classe, mas nada de especial;
2. Menos gente. Paredes de Coura não sofre do mal do Sudoeste de lá ir parar tudo o que é maralha simplesmente porque si. Aquilo é longe demais. E a maralha é preguiçosa como se sabe;
3. Mais pessoas da aldeia. Eles andavam sempre por lá, nas mesmas mesas, nos mesmos cafés, a beber a sua cerveja às 18h da tarde como qualquer um de nós. Convive-se sem atritos e no puro respeito pela paisagem. Lindíssima por sinal;
4. O palco. Para pessoas de pequena estatura como eu, a localização do palco determina tudo. Determina se vemos as costas do vizinho da frente ou a banda. No Sudoeste limitava-me a ouvir a olhar para as costas do vizinho ou então ia para a frente nos concertos mais ignorados pelo comum festivaleiro, como Nitin Sawhney no ano passado. Em Paredes, tudo foi diferente. O palco está no meio de um vale, que forma um anfiteatro natural. Estava distante e consegui ver tudo.
5. Dormir. Quem já passou pelo Sudoeste, ou melhor pelo campismo do Sudoeste, sabe que a partir das 8h não se consegue dormir dentro das tendas. Em Paredes… o campismo é mesmo no meio da mata, além daquela não ser uma zona muito quente, há sempre sombrinha. Acordei depois da 13h tarde.
Eu não estou a evangelizar Paredes de Coura. É só porque aquilo é muito bom.
Passo a explicar porque é que Paredes de Coura, enquanto festival, mete o Sudoeste a um canto:
1. Falta de pitas. Há lá uma ou outra que foi para representar a classe, mas nada de especial;
2. Menos gente. Paredes de Coura não sofre do mal do Sudoeste de lá ir parar tudo o que é maralha simplesmente porque si. Aquilo é longe demais. E a maralha é preguiçosa como se sabe;
3. Mais pessoas da aldeia. Eles andavam sempre por lá, nas mesmas mesas, nos mesmos cafés, a beber a sua cerveja às 18h da tarde como qualquer um de nós. Convive-se sem atritos e no puro respeito pela paisagem. Lindíssima por sinal;
4. O palco. Para pessoas de pequena estatura como eu, a localização do palco determina tudo. Determina se vemos as costas do vizinho da frente ou a banda. No Sudoeste limitava-me a ouvir a olhar para as costas do vizinho ou então ia para a frente nos concertos mais ignorados pelo comum festivaleiro, como Nitin Sawhney no ano passado. Em Paredes, tudo foi diferente. O palco está no meio de um vale, que forma um anfiteatro natural. Estava distante e consegui ver tudo.
5. Dormir. Quem já passou pelo Sudoeste, ou melhor pelo campismo do Sudoeste, sabe que a partir das 8h não se consegue dormir dentro das tendas. Em Paredes… o campismo é mesmo no meio da mata, além daquela não ser uma zona muito quente, há sempre sombrinha. Acordei depois da 13h tarde.
Eu não estou a evangelizar Paredes de Coura. É só porque aquilo é muito bom.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Simone
Hoje falámos da percepção das coisas, do intangível e do infinito abismo da nossa alma. Submissões, sexo e mulheres. Lembrei-me da minha amiga Simone e de quanto ela me influenciou. De quanto as suas palavras me influenciaram. O efeito que teve em mim pareceu-me mais forte do que qualquer outra coisa. Ainda hoje parece. Gostaria mesmo de a ter conhecido.
«É raro a cumplicidade feminina chegar a uma verdadeira amizade; as mulheres sentem-se mais solidárias do que os homens, mas no seio dessa solidariedade não se supera uma em relação à outra; juntas, voltam-se para o mundo masculino, cujos valores cada qual busca açambarcar para si. As suas relações não se constroem sobre a sua singularidade, mas são imediatamente vividas na sua generalidade e, com isso, introduz-se desde logo um elemento de hostilidade.»
Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo
«É raro a cumplicidade feminina chegar a uma verdadeira amizade; as mulheres sentem-se mais solidárias do que os homens, mas no seio dessa solidariedade não se supera uma em relação à outra; juntas, voltam-se para o mundo masculino, cujos valores cada qual busca açambarcar para si. As suas relações não se constroem sobre a sua singularidade, mas são imediatamente vividas na sua generalidade e, com isso, introduz-se desde logo um elemento de hostilidade.»
Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Viajar
Ouvi dizer que hoje à noite vou até Madagáscar, dou um saltinho à Polónia e rumo à Índia. Em êxtase, passo nos EUA e decido acabar no Brasil, para depois no regresso não estranhar tanto a língua.
Vou viajar na música no Festival de Músicas do Mundo de Sines.
Vou viajar na música no Festival de Músicas do Mundo de Sines.
Can´t Wait
sábado, 18 de julho de 2009
Trabalhos
Estava eu no Carga de Trabalhos a dar uma voltinha quando de repente me salta à vista a seguinte expressão: «Apetência para jornalismo comercial».
Ora aí está um conceito de que nunca tinha ouvido falar, mas que é tão real e comum a ponto de assustar. Se alguém me conseguir dar um exemplo de um jornalismo que não seja comercial, eu agradecia.
Ora aí está um conceito de que nunca tinha ouvido falar, mas que é tão real e comum a ponto de assustar. Se alguém me conseguir dar um exemplo de um jornalismo que não seja comercial, eu agradecia.
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