quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Venda do Meio

Está perdida entre a Venda de Cima, a Venda do Meio e a Venda de Baixo. É branca e baixa. Não tem água quente, à excepção da que se deixa ao sol. Por fora é firme, mas por dentro dá a sensação de que por lá passou um vendaval. Tem histórias de muitas gerações e eu tenho muita vontade de a conhecer.

domingo, 2 de agosto de 2009

Fã

Fiquei fã do rock industrial dos Nine Inch Nails.


Paredes

Não conhecia nada. Ia de espírito limpo, sem razão para gostar nem razão para desgostar. O mais a norte em que já estive foi em Fafe, e festival de Verão sempre teve um nome: Sudoeste. Achamos sempre que a nossa casa é a mais bonita até vermos a do vizinho e… Paredes de Coura é a casa do vizinho.

Passo a explicar porque é que Paredes de Coura, enquanto festival, mete o Sudoeste a um canto:

1. Falta de pitas. Há lá uma ou outra que foi para representar a classe, mas nada de especial;
2. Menos gente. Paredes de Coura não sofre do mal do Sudoeste de lá ir parar tudo o que é maralha simplesmente porque si. Aquilo é longe demais. E a maralha é preguiçosa como se sabe;
3. Mais pessoas da aldeia. Eles andavam sempre por lá, nas mesmas mesas, nos mesmos cafés, a beber a sua cerveja às 18h da tarde como qualquer um de nós. Convive-se sem atritos e no puro respeito pela paisagem. Lindíssima por sinal;
4. O palco. Para pessoas de pequena estatura como eu, a localização do palco determina tudo. Determina se vemos as costas do vizinho da frente ou a banda. No Sudoeste limitava-me a ouvir a olhar para as costas do vizinho ou então ia para a frente nos concertos mais ignorados pelo comum festivaleiro, como Nitin Sawhney no ano passado. Em Paredes, tudo foi diferente. O palco está no meio de um vale, que forma um anfiteatro natural. Estava distante e consegui ver tudo.
5. Dormir. Quem já passou pelo Sudoeste, ou melhor pelo campismo do Sudoeste, sabe que a partir das 8h não se consegue dormir dentro das tendas. Em Paredes… o campismo é mesmo no meio da mata, além daquela não ser uma zona muito quente, há sempre sombrinha. Acordei depois da 13h tarde.

Eu não estou a evangelizar Paredes de Coura. É só porque aquilo é muito bom.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Simone

Hoje falámos da percepção das coisas, do intangível e do infinito abismo da nossa alma. Submissões, sexo e mulheres. Lembrei-me da minha amiga Simone e de quanto ela me influenciou. De quanto as suas palavras me influenciaram. O efeito que teve em mim pareceu-me mais forte do que qualquer outra coisa. Ainda hoje parece. Gostaria mesmo de a ter conhecido.

«É raro a cumplicidade feminina chegar a uma verdadeira amizade; as mulheres sentem-se mais solidárias do que os homens, mas no seio dessa solidariedade não se supera uma em relação à outra; juntas, voltam-se para o mundo masculino, cujos valores cada qual busca açambarcar para si. As suas relações não se constroem sobre a sua singularidade, mas são imediatamente vividas na sua generalidade e, com isso, introduz-se desde logo um elemento de hostilidade.»

Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Viajar

Ouvi dizer que hoje à noite vou até Madagáscar, dou um saltinho à Polónia e rumo à Índia. Em êxtase, passo nos EUA e decido acabar no Brasil, para depois no regresso não estranhar tanto a língua.

Vou viajar na música no Festival de Músicas do Mundo de Sines.

Can´t Wait

Mal posso esperar para ver a Alice segundo Tim Burton. As imagens divulgadas recentemente aguçam ainda mais a minha curiosidade.





sábado, 18 de julho de 2009

Trabalhos

Estava eu no Carga de Trabalhos a dar uma voltinha quando de repente me salta à vista a seguinte expressão: «Apetência para jornalismo comercial».

Ora aí está um conceito de que nunca tinha ouvido falar, mas que é tão real e comum a ponto de assustar. Se alguém me conseguir dar um exemplo de um jornalismo que não seja comercial, eu agradecia.